terça-feira, 13 de maio de 2014

Um casamento... e não é o meu.

Hoje fui "surpreendida" por uma notícia que eu não esperava.
Claro que sabia que isso aconteceria um dia mas tb não imaginava que ficaria mexida com ela.
Ao mesmo tempo que fiquei feliz, fiquei triste. Sonhei tanto com esse dia e que ele fosse cmg que ainda me dói ver ao lado de outra pessoa.

Hoje é aniversário do Paulo e ele pediu a namorada em casamento. Isso deveria ter acontecido há exatos 4 anos atrás e no lugar dela, deveria ser eu.

Acho que esse é um dos momentos mais dolorosos pra mim. Vivi 6 anos ao lado dele, sonhei muitas coisas, planejei tanto. Inúmeras vezes ele me disse que faria uma surpresa e eu achei que seria o pedido de casamento. Naquele fatídico dia na casa da minha vó, doeu demais ouvir ele dizer que me pediria em casamento no mesmo ano, meses à frente.

Planejei uma vida com ele e, ainda hoje, é difícil imaginar que ele vai vivê-la ao lado de outra pessoa. Não nutro mais nenhum sentimento de amor por ele, tampouco tenho vontade de voltar. O Paulo, a sua família e a sua vida já não cabem mais na minha realidade. De todo modo, por um motivo egoísta, me faria "menos triste" se ele não ficasse com ela; na verdade, se não ficasse com ninguém.

Possivelmente isso me incomoda também porque ele superou, seguiu adiante e conseguiu "vencer". Eu bati muita cabeça e esse meu momento ainda não chegou. Acho que encontrei a pessoa certa. Ele tem muitas qualidades e olho pra o Giuseppe com muito, muito amor. Quando ele me abraça e beija, sinto que ele me ama também. Dentro do seu abraço, me sinto protegida e não tenho medo de mais nada. Isso era tudo que eu procurava.

Enfim...

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Metas 2014?

O ano começou até que bem animado, na festa do Alexandre e da Bárbara. A viagem para Petrópolis, que achei que seria incrível, foi legal. As brigas de sempre e minha expectativas frustradas não deram conta de fazer melhorar. Tudo bem, sei que tenho "culpa" nisso e estou tentando fazer uma autocrítica.

Não consegui (ou não quis, não sei bem) estipular nenhuma meta para esse ano. Sabe quando algumas coisas perdem o sentido? Não vi porque escrever coisas nas quais eu me sentiria obrigada a cumprir. Não quero obrigações.

A única meta que quero para esse ano é: me dedicar de todas as formas possíveis a conseguir bons resultados na faculdade e, assim, não ter dificuldades em conseguir ir para a Itália pelo Ciência sem Fronteiras. Nunca nesses anos todos eu pude juntar tantas coisas. Meu sonho de ir para Itália, morar lá, receber uma bolsa e estudar. É perfeito e nem tão difícil assim de conseguir.

Tenho o Léo, tenho o pessoal aqui em casa mas acho que eu mereço.

Esses últimos dias tenho ficado mexida com esse assunto de Itália. O livro que se passa em Florença/Veneza e os italianos da pousada em Petrópolis me fizeram lembrar que meu sonhos está sendo posto em segundo plano. Durante tantos anos eu sonhei com isso e quando ainda era uma realidade totalmente absurda e fora do meu alcance. Agora, que posso até mesmo estender as mãos, estou deixando pra lá. Amo o Léo mas sei que me arrependerei pro resto da vida se eu não tentar para ficar com ele.

Tudo que eu peço a Deus é que me ajude. Com trabalho suficiente para eu juntar dinheiro e forças para estudar o máximo que eu conseguir.

Itália 2015. Esse sonho precisa se tornar real.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

É Natal

De uma certa forma, queria me lembrar de um outro Natal tão triste para poder comparar com esse mas na minha memória não chega nada. Ao invés dos anos irem passando e as pessoas irem aumentando a família e todo mundo ficar feliz em se juntar, aqui em casa vai tudo no caminho contrário.
Tudo bem que houve um rompimento triste mas aqui em casa ninguém se esforça para nada. Minha mãe fica deprimida como se alguém tivesse morrido, meu pai é capaz de ser mais indiferente do que o normal, como se isso fosse possível e meu irmão, já que ninguém fala com ele direito, foge e fica fora de casa e, quando volta, se limita a dar sorrisos falsos e fingir que está tudo bem.
Desde pequena, sempre pedi paz para a minha família. Aqui, a desarmonia sempre se fez presente, na maior parte do tempo. Felicidade não é uma palavra que combina conosco. Tivemos sim, nossos momentos, não podemos dizer que foram muitos.
Sempre vi famílias de amigas, colegas de escola e afins como famílias que eu considerava normais. Todo mundo comia junto na mesa, saia para passear junto algumas vezes no mês e, no Natal, aproveitavam de um modo saudável.
Aqui em casa meu pai sempre esteve à parte faz questão de não mudar essa sua posição. Meu irmão, apesar de ter se aproximado de mim de modo extraordinário (o que não deixa de me fazer feliz), continua também reclamando dos momentos de "obrigação", como Natal e aniversários. Minha mãe não segura a onda muito tempo e não consegue só ficar triste, ela tem que ficar num estado de depressão que me faz querer desistir de tudo.
Eu amo todos eles, independente de qualquer coisa, mas isso acaba com todas as minhas lembranças da minha vida. Não lembro de um Natal realmente feliz. Não aqui no Rio. Aqueles mais animados e em que vi minha mãe mais feliz foi com a família dela. Assim, na minha cabeça, Natal com minha vó e tia são sempre aquele festival de reclamações. Mas eu gosto, apesar de ser praticamente igual há 27 anos. Eu só gosto desse sentimento de alegria, mesmo que não totalmente verdadeira e de estarmos todos juntos, comendo e festejando, nem que sejam só os presentes.
Às vezes fecho meus olhos e sonho que tenho minha família e nós somos felizes. Montamos uma árvore de Natal bem linda, temos um jantar divertido, independente se tem peru ou castanhas. Trocamos presentes sem reclamar que isso é obrigação e que Natal, Dia das Crianças, Dias dos pais e etc são só para incentivar o consumismo desenfreado. Dane-se! Eu quero ser consumista!

Queria que o Natal tivesse valor na minha família.


Espero, sinceramente, que essas festividades passem logo e janeiro chegue ligeiro pq esse clima está me contagiando e não gosto de ficar triste quando sei que deveria estar feliz. 

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Faz algum tempo...

Há muito tempo eu não me afasto e deixo de escrever aqui.
Tem um pouco de preguiça nisso tb. Muitas vezes a vontade de escrever me vem quando já desliguei o computador. Se religo, não sei mais o que ia escrever. Se deixo para depois, esqueço ou continuo sem tempo.

A vida dá voltas e não achei que a minha fosse estar aqui.
Não que tenha acontecido nada de espetacular, mas comparando com o primeiro post, ainda me surpreendo.

O assunto principal que me trouxe aqui ainda é um tema delicado na minha vida mas há coisas que acho que não escrevi com detalhes...

Mal consigo acreditar quando penso que o Paulo passou. Depois de anos achando que ele seria um fantasma eterno, acabou. Não sei bem em que momento, mas ele não está mais lá. As lembranças boas e a vontade de ter novamente aquela felicidade sim, isso existe mas passou a ideia de querer essa felicidade com ele. Hoje, o pensamento é totalmente seguir em frente. Muitas coisas foram me decepcionando ao longo dos anos em que, racionalmente, fui colocando dentro de mim que voltar nunca seria uma ideia sensata e que, por muitos motivos, nós não daríamos certo.
Pude viver muito feliz ao lado de um homem. Não sei quando viverei feliz e com certezas novamente mas pelo menos eu sei o que é isso e é uma das melhores coisas do mundo.

As coisas com o Léo são boas de um certo lado e difíceis de outro, como escrevi aqui uma outra vez. As coisas estão nesse mesmo pé. Muitas vezes já me peguei pensando em terminar mas simplesmente não consigo. Quando o vejo, quando ele chora e me abraça, eu perco as forças e, dentro de mim, grito que quero tentar outra vez.... mas eu sei que não vai dar certo. Muitas das nossas diferenças, acho, são irreparáveis porque somos pessoas ou muito diferentes ou muito parecidas.
A experiência que eu tenho de namoro faz com que eu seja bastante exigente e ele não consegue atender à isso. Tenho pensado muito para não tomar uma decisão errada mas acho que isso nunca vai acontecer. Tomar uma decisão dessas sempre vai envolver um risco grande e é uma coisa que eu realmente não sei fazer.

Queria ser mas corajosa, coisa que realmente não sou. Precisava muito... estou me sentindo presa à mim mesma..

ACL

domingo, 9 de setembro de 2012

Um dia de cada vez e nem por isso as coisas ficam mais fáceis!

As dúvidas são as mesmas desde que comecei a escrever aqui e me livrei da ideia de voltar para o Paulo... Será que eu vou mesmo conseguir ser feliz um dia sem ele? Sem a lembrança de que aquele namoro era o único relacionamento capaz de me fazer sentir tranquila? Cada dia eu vejo que é mais difícil do que imaginei um dia...

É difícil pq quando comecei a namorar com ele eu não procurava o "amor da minha vida" e tudo foi acontecendo naturalmente. Hoje, com 26 anos, é uma pressão maior de todo mundo e até minha mesmo para dar um rumo à minha vida sentimental. Pressão besta, eu sei, mas ela tá aí e não dá pra fingir que não tô sentindo. Parece que eu não tenho mais tempo para me dar ao luxo de esperar, de dispensar alguém e ficar esperando "o" cara aparecer. Ok, se é que ele vai aparecer.

Como tudo era realmente muito bom e o sentimento de culpa me persegue até hoje, é muito complicado tentar enxergar alguma coisa que me faça acreditar na felicidade. Estou feliz com o Léo mas parece que falta algo. Ele é bem diferente de mim em alguns aspectos e em outros deixa a desejar mas quem é perfeito? Fico tentando me lembrar se não era assim que eu via o Paulo e, por isso, acabou dando no que deu. Por outro lado também não quero simplesmente me conformar e ficar com o Léo (ou qualquer outro) por medo de ficar sozinha.

Em alguns momentos bate crise, como hoje. Cheguei a ficar irritada e nem queria vê-lo mas nos encontramos e eu não consegui esconder minha cara de imbecil. Evidentemente não falei nada, não quero assustá-lo e seria injusto fazê-lo sofrer com isso, com um problema que é exclusivo meu e que não faria sentido dividir.

Quero pensar que deixar a vida me levar é a melhor forma das coisas entrarem nos eixos mas penso também que em algum momento terei que tomar a iniciativa, uma decisão, qualquer que ela seja... e aí, José?
Queria paz, meu coração em paz. Queria alguém que pudesse fazê-lo aquietar-se, sentir aquela tranquilidade que eu já conheci um dia, aquele lugar gostoso e confortável onde reside a certeza do amanhã. Será que vou voltar para esse lugar um dia?

ACL

domingo, 26 de agosto de 2012

Deveria estar bom mas... não está!

É esquisito o sentimento que eu tenho.

Pedi taanto à Deus um namorado, depois de bater na trave algumas vezes acabei conseguindo, de onde eu menos esperava, que viesse uma pessoa pra me fazer companhia.

Eu sei que as pessoas são diferentes, que não são da maneira como a gente gostaria que fosse. Penso que pode ser TPM também, mas eu estou numa vibe caidinha. Não que eu quisesse ficar solteira; DEUS ME LIVRE!

Mas sinto falta de mais carinho, não posso dizer atenção pq ele é bem atencioso comigo.... Um pouco de surpresa no namoro não seria naaada mal! Eu tenho tendência a me entediar fácil com tudo, até com comida. Se algo não me surpreender em algum momento, fico meio sem saco. Um pouco de exagero, é verdade, mas tenho a sensação que temos muito pouco tempo de namoro para a rotina que criamos.
Passamos muito pouco tempo juntos e acho que nem sempre esse tempo é 'produtivo', no sentido de realmente aproveitarmos a companhia um do outro, seja conversando, seja namorando.
Aliás, 'namorar' é uma coisa que ainda não nos encaixamos. Sou daquelas que quer juntar quantidade com qualidade mas, evidentemente, se temos que fazer algo ser mais importante, que seja a qualidade. Só que, ao meu ver, estamos sem um pouco dos dois.
Não quero dizer que seja ruim, lógico que não. Na verdade, é sempre excelente. Eu não sei explicar. Às vezes acho que falta um pouco de carinho depois, em alguns momentos, a ideia não é ser algo tipo 'quero voar em cima de vc' mas só um uma transa mais 'leve', mais tranquilinha... eu realmente adoro quando as coisas tem uma pegada forte mas sinto muita falta de um carinho depois, daquele famoso "amorzinho". É besteira, pode ser. Mas é assim que eu sou... fico pensando se eu que tenho que entender que somos diferentes ou não. Ele é muito parecido comigo, difícil de ceder às vontades do outro às vezes... Por isso fico um pouco desanimada. Já falei, mas não sei se ele entendeu... Se entendeu, será que esqueceu? Mas eu tenho certeza que tento, quando estamos lá, na cama, fazer ele entender que eu não quero que ele só acabe comigo como se fosse nosso último dia juntos mas não sei se eu que não fui 'clara' o suficiente ou ele que não pegou o recado bem.

Fora isso, eu fico triste (o que tem uma grande chance de ser coisa da minha cabeça, mas nem tudo eu consigo controlar... acho até que já estou muito bem levando em conta os históricos daqui) pq tenho a sensação de que ele não gosta de mim tanto quanto eu gosto dele. Exatamente por uns momentos em que ele fica um pouco distante, frio... quero dizer, na verdade, ele não é carinhoso ou romântico ou delicado comigo como eu queria que fosse. Eu sou carente por natureza e, com a vida atortoada do jeito que anda, eu só faço ficar mais ainda. Sou manteiga derretida também... acho que faltam palavras certas nos momentos certos. Palavras certas em momentos errados também poderiam ser, não ia reclamar.
Mas parece que só eu me importo com isso, que me esforço nesse sentido. Eu sei que isso é piegas e que, do jeito que eu sou, muita gente não acredita nisso mas eu queria um namorado um pouco mais romântico sim. Poxa, eu mando mensagens enormes toda fofa, foto bonitinha no face... não é que eu fique chateada quando ele me responde "eu tb", "tb fico feliz por isso", "é verdade"... mas eu queria mais. Eu me sinto em uma via de mão única.

Eu não quero cansar dele. Não quero mesmo. Eu quero gostar mais ainda dele mas essas coisas tão tornando tudo mais difícil e o pior, é que eu não consigo dizer nem metade disso pra ele....

ACL

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

A culpa é minha?

Ontem o Léo disse uma coisa que me fez ficar pensando... não que seja nenhuma novidade, mas enfim. Algumas vezes, a gente precisa perder pra aprender a dar valor. Será que foi isso que eu fiz um dia e estou fazendo outra vez?

Acho que estou jogando com ele sem perceber, querendo que ele me prove coisas sem necessidade, o que está me fazendo andar pra trás quando deveria ser, claro, o contrário.

A conversa de ontem não foi produtiva. Se eu tivesse mantido o foco e ficado só no assunto ciumes, ok, pq era uma área que eu 'dominava' e sabia bem o que estava falando. De qualquer forma, não tinha nada demais, estávamos discutindo ideias, opiniões e tal. Quando descambou para meu trabalho e eu disse que não acreditava em 'pra sempre' foi que eu acho que dei um tiro que talvez tenha pego no meu próprio pé.

Sim, é verdade que eu tenho imensa dificuldade em acreditar nisso. Mas não significa que eu tinha que ter dito.

Pagando pelas minhas palavras em excesso... quando eu vou aprender?

ACL