É engraçado quando passo muito tempo sem vir aqui. Nem sei a última vez que apareci.
Dentro de mim, tenho a sensação que quando não preciso mais desse espaço é pq estou em paz. Será?
Tenho achado que, na verdade, não tenho coragem ou tempo para escrever. Ou é preguiça.
Aqui é onde escrevo, falo, converso e, mesmo sentindo vergonha daquilo que meus dedos produzem, ponho pra fora. Muitas vezes, aquilo que não consigo dizer nem para mim mesma em pensamento. Evito, deixo de lado pois tenho receio do que pensamentos profundos podem me trazer.
Apesar disso, meu problema atual não é tão complexo. Pra variar, desde sempre, eu que não sei lidar com ele.
Desde o finado que o sonho de casar ficou dentro do meu coração. Não, não é a festa. Ela é uma parte bacana sim mas não é aquilo que faço questão. O que quero é curtir minha vida brincando de casinha. Desde 2010 esse sonho está em standby.
Não é uma questão de procurar alguém para fazer isso, apenas. Claro, se estou namorando, a tendencia é que vire realidade em algum momento, certo? Depois de tanto tempo, quando enfim encontrei e achei que tudo ia entrar nos eixos... Não, de novo.
Dessa vez não é dinheiro, não é falta de ter onde morar, falta de emprego (dependendo da ótica, até é) ou de infra-estrutura. É a mais simples falta de interesse. E aí, José?
Sinceramente, fiz (e ainda faço) muito esforço para compreender qual é a dele. Pq tudo fica de lado? Pq sempre esperando um dia que nunca chega? Respostas que nunca saem? Pq tenho que ficar sentada esperando e deixando minha vida em suspenso? Pq nenhum 'ultimato' funciona (tá, essa é mais fácil de responder)?
Tudo isso me deixa agoniada e a beira de uma crise de nervos. Jà conversei, já briguei, já gritei, já fiz chantagem e por aí vai. E nada, absolutamente nada resolve.
No fundo, acho que eu apenas não quero aceitar o fato mais palpável: ele não tem interesse.
Será que esse será sempre minha 'sorte'?
ACL
segunda-feira, 21 de novembro de 2016
domingo, 10 de abril de 2016
Tudo e nada
Sabe o que eu descobri. Que estou infeliz. Tá... talvez não
tenha muito de novidade nisso mas agora é real, palpável e, principalmente,
doído.
Sempre achei que a vida adulta me faria mais feliz, pois ela
me traria algo que a adolescência não me deu: liberdade. Daí, descobri que não
sabia usar a liberdade e doeu.
Depois achei que a trabalhar com o que se ama traria
felicidade e descobri que desde que isso não consuma 80% do seu tempo. Se for
assim, vc será infeliz pq não tem tempo. Se for o contrário, será infeliz pq não
terá dinheiro.
Então, achei que as coisas melhorariam quando eu andasse
menos de ônibus e tivesse meu carro. Aquela euforia e momento feliz começaram a
minguar quando vieram todas as contas para pagar no primeiro semestre e o fato
de que não posso usar sempre exatamente pq ele ainda é caro. Assim, vem um
momento de infelicidade.
Pensei que se fosse magra seria mais feliz. Vi que não
suporto os sacrifícios muito tempo e fico infeliz com esse vai-e-vem do peso.
Achei que dinheiro fosse resolver todos os meus problemas.
Mas vi isso significava trabalhar muito e,então, esse dinheiro perdeu o sentido
pq me tirou as horas de sono, a paciência, o amor, o carinho, a saúde, as horas
de almoço, o tempo da academia, o papo com os amigos, as horas no salão, as
leituras relaxantes.
Pensei que roupas , sapatos e bolsas legais me fariam sentir
melhor. Mas nada serve pq engordei ou quando serve, não tenho tempo pra usar pq
estou ocupada trabalhando.
Achei que felicidade
era encontrar o amor da minha vida. Percebi que, depois de um tempo, começo a ficar de saco cheio e aquele
encantamento, transformo em cobranças por algo melhor. Mas esse melhor, pra
mim, nunca chega.
No fundo, nem isso nem tantas outras coisas realmente me
fazem feliz. Mas nem a falta delas e o estado anterior à tudo isso me fazia
feliz. Então, fica a pergunta... como deixar esse vazio e essa infelicidade
constante de lado?
O que fazer com todas essas lágrimas?
ACL
ACL
segunda-feira, 18 de janeiro de 2016
Onde colocar isso?
Alguns momentos é difícil saber o que fazer com o que está aqui dentro.
Já usei a muito a mentira quando não era possível viver sob os olhos da minha mãe. Já menti quando queria que o Paulo não descobrisse o que eu estava fazendo. E menti para que ele não fosse embora. Não deu certo, em nenhum desses casos.
Daí que vc aprende, do pior jeito, que esse não é o caminho. A verdade dói, como dizem por aí, mas é a melhor maneira de deixar as coisas às claras e não ter que viver se escondendo.
Já tive alguns probleminha com o Giu por conta disso. Fala uma coisa pra mim e outra pra mãe, me esconde quem é a pessoa da foto e etc. Não sei se ele não sabe lidar com a verdade, se não consegue encarar quando em um problema maior ou sei lá... só sei que em vários momentos em que é muito, muito difícil saber o que pensar.
O triste é pensar que eu realmente acreditei. Quando ouvi o nome daquela menina no churrasco do Rui, achei estranho. Acreditei quando ele me despistou. Na verdade, quis acreditar. Fechei os olhos para a minha desconfiança e deixei pra lá. Tem horas que realmente alguns assuntos não merecem importância.
Mas... ainda bem que fiquei conversando novamente em outro churrasco. Tive a chance, sem que procurasse, de saber o que realmente houve. Sim, houve uma pessoa. Então... quem ela era?
Eu não queria questionar pelo whatsapp pq sabia que era um meio fácil dele escapar mas, infelizmente, esperar não é algo que eu saiba fazer. Tentei me controlar mas sabia tb que não passaria uma semana razoável se isso ficasse dentro de mim.
Questionei e tive minha resposta. Fiquei com tanta pena que nem consegui ficar com raiva. O problema é... será que foi aquilo mesmo?
O problema da mentira é quando ela volta uma vez, duas, três... vc sempre acha que ela poderá voltar a quarta e quinta vez.
Sinceramente, não estou irritada ou chateada. Mas ainda quero minhas explicações. Me senti constrangida, enganada e frustrada. Não posso construir uma relação com uma pessoa dessa forma.
ACL
Já usei a muito a mentira quando não era possível viver sob os olhos da minha mãe. Já menti quando queria que o Paulo não descobrisse o que eu estava fazendo. E menti para que ele não fosse embora. Não deu certo, em nenhum desses casos.
Daí que vc aprende, do pior jeito, que esse não é o caminho. A verdade dói, como dizem por aí, mas é a melhor maneira de deixar as coisas às claras e não ter que viver se escondendo.
Já tive alguns probleminha com o Giu por conta disso. Fala uma coisa pra mim e outra pra mãe, me esconde quem é a pessoa da foto e etc. Não sei se ele não sabe lidar com a verdade, se não consegue encarar quando em um problema maior ou sei lá... só sei que em vários momentos em que é muito, muito difícil saber o que pensar.
O triste é pensar que eu realmente acreditei. Quando ouvi o nome daquela menina no churrasco do Rui, achei estranho. Acreditei quando ele me despistou. Na verdade, quis acreditar. Fechei os olhos para a minha desconfiança e deixei pra lá. Tem horas que realmente alguns assuntos não merecem importância.
Mas... ainda bem que fiquei conversando novamente em outro churrasco. Tive a chance, sem que procurasse, de saber o que realmente houve. Sim, houve uma pessoa. Então... quem ela era?
Eu não queria questionar pelo whatsapp pq sabia que era um meio fácil dele escapar mas, infelizmente, esperar não é algo que eu saiba fazer. Tentei me controlar mas sabia tb que não passaria uma semana razoável se isso ficasse dentro de mim.
Questionei e tive minha resposta. Fiquei com tanta pena que nem consegui ficar com raiva. O problema é... será que foi aquilo mesmo?
O problema da mentira é quando ela volta uma vez, duas, três... vc sempre acha que ela poderá voltar a quarta e quinta vez.
Sinceramente, não estou irritada ou chateada. Mas ainda quero minhas explicações. Me senti constrangida, enganada e frustrada. Não posso construir uma relação com uma pessoa dessa forma.
ACL
quinta-feira, 24 de dezembro de 2015
Primeiro Natal sem vc...
Perdas nunca são fáceis mas algumas são piores do que outras.
O Natal de 1999 foi inesquecível também por motivos tristes. O dia 24 não existiu. Vovô havia descoberto um câncer já em estado muito avançado e só teria 1mês de vida, aproximadamente.
No dia 25 houve um almoço, com ele, e foi doído ter a certeza que seria o último. Todos querendo chorar, se segurando mas tentando aparentar normalidade.
Talvez minha pouca idade, 13 na época, ou o distanciamento que os anos trouxeram, fizeram com que esse dia já não doa tanto. Hoje, o que dói é a sua falta, vó.
Nosso primeiro Natal sem vc. Para melhorar, o primeiro em que meu irmão vai ficar com a sua família. Ou seja, duas ausências em uma mesma data. Para melhorar, vovô internado e mamãe fraquinha, acometida por uma gripe.
Minha tia chegando, distribuindo presentes e nada de vc. Sem sua voz, sem sua presença, sem sua alegria costumeira nessa data. Tudo ficou mais vazio, inclusive os presentes. Mesmo tendo ganho lindos presentes e mais do que o normal, ainda sim nenhum deles me fez exatamente feliz.
É difícil pensar que esse é só o primeiro de muitos outros que virão. Talvez ano que vem doa um pouco menos. Hoje, está doendo tanto que mal consigo respirar.
ACL
O Natal de 1999 foi inesquecível também por motivos tristes. O dia 24 não existiu. Vovô havia descoberto um câncer já em estado muito avançado e só teria 1mês de vida, aproximadamente.
No dia 25 houve um almoço, com ele, e foi doído ter a certeza que seria o último. Todos querendo chorar, se segurando mas tentando aparentar normalidade.
Talvez minha pouca idade, 13 na época, ou o distanciamento que os anos trouxeram, fizeram com que esse dia já não doa tanto. Hoje, o que dói é a sua falta, vó.
Nosso primeiro Natal sem vc. Para melhorar, o primeiro em que meu irmão vai ficar com a sua família. Ou seja, duas ausências em uma mesma data. Para melhorar, vovô internado e mamãe fraquinha, acometida por uma gripe.
Minha tia chegando, distribuindo presentes e nada de vc. Sem sua voz, sem sua presença, sem sua alegria costumeira nessa data. Tudo ficou mais vazio, inclusive os presentes. Mesmo tendo ganho lindos presentes e mais do que o normal, ainda sim nenhum deles me fez exatamente feliz.
É difícil pensar que esse é só o primeiro de muitos outros que virão. Talvez ano que vem doa um pouco menos. Hoje, está doendo tanto que mal consigo respirar.
ACL
terça-feira, 20 de outubro de 2015
Saudade presente
Saudade é uma coisa engraçada. Algumas são gostosas de sentir, outras são doídas.
Sinto saudade da minha infância, de brincar de Barbie e poder fazer tantas coisas divertidas com poucas realmente para me preocupar. Sinto muita saudade do fim da minha adolescência, quando comecei a namorar o Paulo. Nossa, quanta saudade da época da UERJ!
Mas a saudade da minha vó, essa está aqui, me mostrando que a vida não é sempre um doce suspiro e que as pessoas, sim, vão embora. Daquela maneira mais clichê, quando menos esperamos. E acaba, aquele lugar fica vazio e nunca mais haverá outra pessoa.
Aquela vó, dos lanchinhos, dos bolinhos de chuva, dos netos mais bonitos do mundo, ela se foi. Claro que na minha memória ela sempre estará mas sua presença física, essa nos deixou.
E o tempo não cura, apenas torna mais aceitável um duro fato da vida.
A saudade, ah.... quanta saudade de vc, vó!
ACL
Sinto saudade da minha infância, de brincar de Barbie e poder fazer tantas coisas divertidas com poucas realmente para me preocupar. Sinto muita saudade do fim da minha adolescência, quando comecei a namorar o Paulo. Nossa, quanta saudade da época da UERJ!
Mas a saudade da minha vó, essa está aqui, me mostrando que a vida não é sempre um doce suspiro e que as pessoas, sim, vão embora. Daquela maneira mais clichê, quando menos esperamos. E acaba, aquele lugar fica vazio e nunca mais haverá outra pessoa.
Aquela vó, dos lanchinhos, dos bolinhos de chuva, dos netos mais bonitos do mundo, ela se foi. Claro que na minha memória ela sempre estará mas sua presença física, essa nos deixou.
E o tempo não cura, apenas torna mais aceitável um duro fato da vida.
A saudade, ah.... quanta saudade de vc, vó!
ACL
terça-feira, 8 de setembro de 2015
Por onde começar a pensar?
Semana passada, na segunda, fui conversar com a Melina. Quis resolver as coisas entre nós e também saber o que tinha acontecido com ela. Além da curiosidade, ainda há uma preocupação em mim com relação à ela; isso não é algo que se dissipa facilmente, apesar dos pesares.
O Ugo tinha uma amante, há quase um ano.
Eu quase colocaria minha mão no fogo por ele. Até onde nosso contato permitiu, um namorado atencioso, presente, dedicado e tantos outros atributos que talvez tenham mascarado algo. Apesar dessa ser uma opinião unânime, às vezes tento buscar algo que não percebi. Sim, ele cansou de esperar e se deixou levar pela situação (bem, ao menos parece que foi isso). Uma mulher que ele era apaixonadíssimo, por quem esperou, que moveu a vida para ficarem juntos mesmo ele mudando de cidade, E mesmo nesse contexto aparentemente perfeito (e pode ser que esse tenha sido o problema), ele traiu. E tudo acabou sem a mágica com a qual começou.
E então, volto pra casa e converso com Giu sobre meus medos e sobre os "novos" medos que uma situação dessa me traz. Não, eu não preciso ter medo. Ele nunca terá uma amante. Ele nunca mentirá pra mim. Ele nunca esconderá algo. Com essa certeza em mente, me encho de confiança e seguimos a semana, rumo à viagem do feriado.
Como normalmente, estava muito, muito animada. O tempo estava uma porcaria, o que estragou bastante dos meus planos mas ainda sim, eram 4 dias com ele em um lugar que eu adoro. Dane-se o resto.
Aquela manhã tinha sido especialmente divertida. Passamos muito tempo apenas brincando um com o outro, fazendo cócegas, conversando e falando bobagens até efetivamente levantar e sair para o café da manhã; As primeiras compras e a volta para a pousada também corriam na mais perfeita paz. Até aquela maldita foto.
Era só uma foto de uma menina com quem ele ficou. Nada demais. Não me interessa e não sinto ciúmes de quem passou. Era só dizer quem era e eu podia fazer uma brincadeira e acabou. Certamente eu ia ficar falando sobre a foto estar lá mas estava esquecida. Não seria nada demais. Só que ele enfiou os pés pelas mãos.
Na ânsia de consertar, errou e errou feio. Mentiu, tentou insistir na mentira e depois contar uma versão da mentira. Só que minha memória é boa e não costuma ser mto fácil me enganar. Para piorar, como ele foi pego de surpresa, a coisa ficou descarada. Um beijo eu um abraço para a felicidade que eu estava sentindo.
O restante do meu dia foi mau humorado, apesar de termos continuado a fazer alguns passeios. Naquele momento, me propus a não deixar de fazer o que eu queria, independente de qqr outra coisa. Me esforcei sinceramente para não ficar com a cara fechada e até esbocei alguns sorrisos.
De volta, nenhuma menção a conversar e tentar resolver a questão. Deixa pra lá, vai que ela esquece, né?
Mas não esqueci, até agora. Ele pediu desculpas, chorou, disse que não vai fazer mais e todas aquelas coisas que as pessoas prometem sempre que são pegas mentindo ou fazendo alguma besteira. Agora, acreditar, são outros 500. Não que eu desconfie dele mas como confiar em alguém que mente por uma bobagem? Será que ele não será capaz de mentir por algo grande?
Aquele amor, todo o amor que eu amanheci sentindo aquele dia se dissipou que nem areia no vento. E agora eu nem sei por onde começar a catar o que restou.
ACL
Foi... e acabou.
Era uma quinta-feira normal, como muitas.
Na verdade, não tanto. Eu estava chateada pq meu cabelo estava feio. Meu humor não estava dos melhores. Eu com meu jeito mimado e infantil fiquei chateada pq achei que o Giu não deu atenção suficiente para isso. Deixei estar, para falar com ele melhor no dia seguinte.
Estudei na internet meios de amenizar a crise capilar e fui dormir com o cabelo com azeite, na esperança que ele amanhecesse mais hidratado. Na sexta começaria o dia dando aula para o primo Tadeu, iria para o Nova América dar aula pro Renan e achava que o Giu me pegaria lá para nos vermos, já que ficaríamos o fds sem nos vermos. Esse era o plano. Só que tudo mudou.
Mais ou menos às 1:40h da manhã minha mãe me acorda aos gritos. Minha tia havia telefonado dizendo que minha vó estava morrendo. Pulei da cama, vesti uma roupa, achando que ela deveria só estar passando mal e minha tia provavelmente exagerava um pouco. Quem dera.
No caminho até a casa da minha vó, encontramos meu pai, que tinha ido até lá e vinha em direção à nossa casa. Corremos. Ele disse que não precisava correr. Por uma fração de segundos pensei que tudo tinha se resolvido mas essa sensação durou exatamente esse tempo. De fato, não havia mais nada. Vovó tinha morrido.
É uma sensação que acredito que nenhuma pessoa possa explicar. Uma pessoa que vc ama loucamente, que é das mais importantes na sua vida e que estava aparentemente bem dois dias antes morre de uma hora pra outra. O que fazer?
Doeu uma dor que não senti quando meu avô se foi. Ele já era esperado pois estava internado. Sabíamos que ele iria, era questão de pouco tempo. Vovó não.
Chegar na casa dela, minha tia desesperada, meu pai um pouco transtornado e minha vó morta na cama no quarto. Não entrei pq não queria essa recordação. Já me bastava o que eu sabia que viria pela frente.
Daí em diante, a sexta e o sábado foram dias confusos. Dor, conformidade, tristeza, desespero, descrença... tantos sentimentos que é difícil de falar
Agora ficou o vazio. Um vazio que está doendo imensamente. E uma dor diferente daquela que senti no velório ou no enterro. Agora é aprender a conviver com ela.
O que me conforta é saber que ela foi dormindo. Seu coraçãozinho parou de bater, acredito, antes que ela pudesse se dar conta. Quando acordou, já estava no Nosso Lar, junto do vovô e da sua família, sendo confortada. E ela estava feliz. Um pouco apreensiva por conta do cisto nas cordas vocais mas feliz. Eu fui na terça e papai foi comer pastel na quinta.
Uma pena que eu mostrei o terço que comprei em Aparecida mas não deu tempo de devolvê-lo bento. Mas ele foi com ela.
ACL
Na verdade, não tanto. Eu estava chateada pq meu cabelo estava feio. Meu humor não estava dos melhores. Eu com meu jeito mimado e infantil fiquei chateada pq achei que o Giu não deu atenção suficiente para isso. Deixei estar, para falar com ele melhor no dia seguinte.
Estudei na internet meios de amenizar a crise capilar e fui dormir com o cabelo com azeite, na esperança que ele amanhecesse mais hidratado. Na sexta começaria o dia dando aula para o primo Tadeu, iria para o Nova América dar aula pro Renan e achava que o Giu me pegaria lá para nos vermos, já que ficaríamos o fds sem nos vermos. Esse era o plano. Só que tudo mudou.
Mais ou menos às 1:40h da manhã minha mãe me acorda aos gritos. Minha tia havia telefonado dizendo que minha vó estava morrendo. Pulei da cama, vesti uma roupa, achando que ela deveria só estar passando mal e minha tia provavelmente exagerava um pouco. Quem dera.
No caminho até a casa da minha vó, encontramos meu pai, que tinha ido até lá e vinha em direção à nossa casa. Corremos. Ele disse que não precisava correr. Por uma fração de segundos pensei que tudo tinha se resolvido mas essa sensação durou exatamente esse tempo. De fato, não havia mais nada. Vovó tinha morrido.
É uma sensação que acredito que nenhuma pessoa possa explicar. Uma pessoa que vc ama loucamente, que é das mais importantes na sua vida e que estava aparentemente bem dois dias antes morre de uma hora pra outra. O que fazer?
Doeu uma dor que não senti quando meu avô se foi. Ele já era esperado pois estava internado. Sabíamos que ele iria, era questão de pouco tempo. Vovó não.
Chegar na casa dela, minha tia desesperada, meu pai um pouco transtornado e minha vó morta na cama no quarto. Não entrei pq não queria essa recordação. Já me bastava o que eu sabia que viria pela frente.
Daí em diante, a sexta e o sábado foram dias confusos. Dor, conformidade, tristeza, desespero, descrença... tantos sentimentos que é difícil de falar
Agora ficou o vazio. Um vazio que está doendo imensamente. E uma dor diferente daquela que senti no velório ou no enterro. Agora é aprender a conviver com ela.
O que me conforta é saber que ela foi dormindo. Seu coraçãozinho parou de bater, acredito, antes que ela pudesse se dar conta. Quando acordou, já estava no Nosso Lar, junto do vovô e da sua família, sendo confortada. E ela estava feliz. Um pouco apreensiva por conta do cisto nas cordas vocais mas feliz. Eu fui na terça e papai foi comer pastel na quinta.
Uma pena que eu mostrei o terço que comprei em Aparecida mas não deu tempo de devolvê-lo bento. Mas ele foi com ela.
ACL
Assinar:
Postagens (Atom)
