domingo, 12 de junho de 2011

Dia dos namorados 2011

Mais um dia dos namorados solteira. E pensar que há um mês atrás eu estava fazendo uns bons planos para o dia de hoje. Já percebi que a vida é capaz de dar voltas e mais voltas quando menos esperamos; algumas vezes isso é bom e outras, nem tanto.

Devo confessar que ainda não me sinto confortável nessa situação de solteira. O gostinho de voltar a ser chamada de "namorada" era muito bom e não tava a fim de deixá-lo de lado. Devo admitir também que ainda não me conformei com essa história mal contada do término; odeio coisas mal esclarecidas. Porém, desisti tb. Não vou insistir com quem me dá o silêncio de volta.

Diferente do ano passado quando eu quis, de qqr forma, sair pra me distrair, esse ano estou preferindo o silêncio. Um pouco triste com a vida (ou com o que espero e está demorando pra acontecer) e tentando pensar nas coisas que faço de errado de vez em quando.

No máximo, visitar minha vó. Ando sem espírito pra ser legal ultimamente.

Volto a sentir um gosto amargo na boca.

domingo, 5 de junho de 2011

Revirando...

Hoje foi dia de faxinazinha no quarto e no armário... tava uma vergonha já o estado triste em que minhas coisas estavam amontoadas. Como andava sem tempo e praticamente não parava em casa, ia deixando pra depois... depois... Enfim, hoje chegou grande dia.
Pra variar, a gente encontrar sempre coisas que nem lembrava mais. Minha grande surpresa, olhando um álbum antigo (o único de fotos impressas, na verdade) foi achar uma foto minha com o Paulo. Lembrei que era a foto que ficava no porta retrato em formato de coração que ganhei da minha tia (se não me engano, antes até de namorá-lo). Junto com outras que ficavam no meu quadro de fotos, ela estava no bolinho. É a única que sobrou, dentre tantas que eu tinha.
Joguei a maioria fora e excluí as que tinha no computador. Nenhuma lembrança física.
Mas essa era especial e por isso ficava bem à vista. Foi no dia que fomos com meu irmão e minha mãe visitar o Museu Chácara do Céu, em Santa Tereza. Era uma tarde linda de sol e fomos meio de sopetão, depois do almoço. Todos estávamos alegres e fizemos muitas fotos. Tenho certeza que estava feliz nesse dia. Ainda tinha cabelos compridos e estava bem magra (comparada a hoje). É dessas fotos que fazemos de nós mesmos. Muito bonita e sincera.
Não fiquei triste. Um pouco melancólica, é verdade. Mas isso sempre acontece e acho que vou ter que conviver. Paciência. Guardei-a novamente, não à vista.

Voltando à faxina... Achei também um papel de um dia que estava esperando o Raphael:
"Depois de tanto que passei, tanto que sofri, tanto que chorei, o que ainda é justo? Gostar de alguém que nem sei se gosta mesmo de mim é até um pouco cruel mas ninguém manda mesmo no que sente.
Eu ainda o amo muito. Hoje não largaria mais minha vida, mesmo por ele. Sofrer é inevitável e uma parte do meu coração sei que perdi para sempre. Não sei se vai fazer falta, talvez um dia eu descubra.
Meu caminho ainda me parece meio escuro, apesar de já ter clareado bastante.
Me divido entre viver como se não houvesse amanhã e como se fosse chagar aos 100 anos.
Esperar ele me ligar e ouvir "Ana*, desculpe mas hoje não vai dar. Nos falamos mais tarde, pode ser?" ou ir embora e adiantar meu descanso em casa?
Não sei mais o que é certo , o que é errado, o que é adequado ou exagerado. Porque, ao menos nesse caso querer é diferente de ter?
Ele me faz feliz, de verdade. Será que é pedir muito?

Mc Donalds da Carioca, 17:45h, esperando o Raphael ligar e dar uma resposta (ou não)

-> continua

Eu olho o telefone a casa 10min enquanto leio um livro e finjo me enganar que a qualquer momento ele vai ligar e vir me encontrar.
A única certeza é que ele não virá. O silêncio só torna esse fato cada vez mais evidente e ignorar isso é um mau voluntário que causo a mim mesma.
Meu coração está triste porque é um sentimento lindo que vai embora; poderia amar por dois, se necessário. Poderia ensinar, amparar, ficar do lado.
Silêncio...

Mc Donalds, ainda o mesmo, 18:38h, desistindo de esperar o Raphael ligar"

Acho que isso resume muito bem o que eu sentia e tudo que foi meu relacionamento com ele.
Só pra deixar registrado...

Planos, muuuitos planos.
Voltei a querer colo .... ai, ai

ACL

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Vamos que vamos

Hoje estou especialmente agitada.

Conversei com o pai da minha amiga italiana e ele está insistindo cada vez mais para eu ir logo. Disse que qualquer coisa que eu precisar eles estarão prontos para me ajudar. Disse que conversará com ela pra agilizar ao máximo minha ida. Com uma ajuda dessa, o que mais eu posso querer?
Antes meu plano era juntas de 50% a 80% do dinheiro pra ficar aproximadamente 3 meses. Pelo andar da carruagem, eu vou começar a pagar logo as passagens e juntar o que der. O que não der, eu peço emprestado um pouquinho pro meu irmão, um pouquinho pro meu pai. E assim vai ser!

Tive um assunto chato pra resolver: meu processo no Detran que venceu. Putz... pagar tudo de novo vai doer mto no meu coração. Isso, inclusive, atrapalha e muito os planos da viagem. O dinheiro que vou gastar com isso poderia usar pra pagar quase metade do bilhete aéreo. Mas meu pai pagou ano passado a autoescola e eu não dei valor; não seria justo desperdiçar completamente tudo que ele pagou. Além disso, tenho que correr contra o tempo pra essa carteira sair antes da minha viagem.

Além disso... falei rapidinho com ele. Saco, odeio quando as coisas não dão certo, odeio me magoar, odeio ficar triste e odeio muito mais sentir falta de quem não me merece. Ainda teria uma coisa para comentar sobre o Raphael (!!!) mas é tão besta que é melhor deixar pra lá...

Tentando me concentrar no que há de bom e encontrar soluções pra que as coisas se tornem viáveis.
Ontem passei muitas e boas horas conversando com um amigo. Depois do Paulo (ou até mais que ele), esse meu amigo me entende muito e consegue me dar conselhos muito pontuais. Graaande ajuda. Se hoje estou bem mais animada, devo a ele. Agradeço sempre por ter pessoas especiais no meu caminho que me fazem sempre ver que não vale a pena ficar me prendendo a quem não se importa comigo e nem dá valor ao que eu faço.

Seguindo... e voltando a acreditar no melhor que a vida pode me proporcionar!!!!

Rumo à felicidade!

ACL

terça-feira, 31 de maio de 2011

Segurando...

Ai, ai... tinha me esquecido como é difícil essa sensação de querer falar e não 'poder'.... que sacooo!!!!!

segunda-feira, 23 de maio de 2011

?

Hoje é um dia sem sorrisos. Deveria ser um dia de alegria, corações, risos e muitas coisas boas.

Não, eu não tenho sorte. Sempre e mais uma vez, eis que minha felicidade vai embora. E eu assisto ela se esvaindo por entre meus dedos, sem que nada possa ser feito.

Tentei, lutei e me esforcei mais do que nunca. Porém, como lutar contra o invisível?

Dói. Mais uma dor. Outra dor que eu não queria, que eu não esperava, definitivamente. Essa surpresa eu não queria. Poderia ter seguido sempre sem nunca tê-lo visto.

Dói e meus olhos estão constantemente cheios de água.

Me sinto idiota, outra vez; como sempre.

Sofrimento, tristeza, depressão. Bem vindos à minha vida novamente. Estavam com saudade?

ACL

domingo, 8 de maio de 2011

Dias das Mães

Sei lá... claro, sempre, as coisas nunca são sempre boas por muito tempo. Me pergunto se o que acontece comigo é algum karma que trago de outra vida e que, portanto, terei que levá-lo por toda essa vida de agora.

Eu luto tanto pra ser feliz, puxa. Tento, escorrego, desisto, volto... mas eu tô lá!

Às vezes acho injusto como certas coisas acontecem comigo. Na verdade, acho que nunca vou me conformar com algumas coisas.

Nunca, eu disse nunca, vou me conformar pela minha família ser como é. Sempre disse e repito: eu não queria uma família de comercial de margarina mas algumas vezes penso que Deus foi um pouco cruel comigo.

Tem gente que entende e leva na boa quando os pais não se dão bem. Fato é que nem sempre quando se casa a máxima 'até que a morte nos separe' vira realidade. Ok, entendido. Nunca achei separação uma coisa absurda. Absurda é a vida que eu vivo e que eu fui obrigada a viver.

Não sei se todo mundo é assim mas algumas vezes eu olhos pros meus pais, tão infelizes, e chego pensar que daria minha felicidade pela deles. Se eu pudesse ver meus pais realmente felizes, separados, juntos, como raios fosse, isso pra mim já seria suficiente.

Cresci vendo meus pais se desentendendo, jogando a culpa um no outro, gritando e por aí vai. Talvez hoje eu seja estressada por causa disso. Talvez tudo que aconteceu com Paulo, no fundo, tenha relação com a maneira como eu 'criei' um modelo de relacionamento pra mim. Enfim, especulações.

Isso me faz pensar algumas coisas, entre elas, o que eu realmente quero pra mim em termos de relacionamento. Hoje eu estou muito feliz, de verdade. Só que aprendi e vi que tudo na vida pode mudar, principalmente quando uma parte do que vc chama de felicidade 'está' com outra pessoa. Cada dia mais tenho medo de 'pra sempre', 'casar', 'morar junto' e por aí vai. Chego a pensar que, por mais que ache lindo, nunca vou conseguir de verdade acreditar nisso. Fico emocionada e choro ao ver bonitas histórias mas me ensinaram que isso não é real e, claro, não é pra mim.

Eu sei que a história dos meus pais não é a minha, que a minha eu mesma construo e tudo mais. Só o que fazer quando tudo que se vive é mais forte e os medos e receios tomam conta do que se vê?

Uma vez eu fui contra tudo que eu acreditava, o que minha mãe falava. Eu posso dizer que vivi uma história de conto de fadas. Errei, pisei na bola e tudo mais que já escrevi mas fui muito feliz durante todos aqueles anos. Me entreguei, fui de cara, acreditei no amor pra sempre. E então? Um ano chorando, depressão e eu achei que não sobreviveria e nunca mais seria feliz.

Hoje eu estou feliz de novo... mas até quando?
Já me tornei ciumenta, desconfiada por tudo que vivi. Estou a ponto de não levar mais o namoro a sério pelo medo de não sofrer e não dar certo ali na frente. A lógica é que tudo pode acabar, isso eu sei. Estou preparada pra isso. Mas não pra começar a acreditar que estou vivendo uma história novamente, me entregar novamente, criar planos e tudo ir por água à baixo outra vez. Mais uma pancada dessas eu não aguento, sério.

Eu quero construir uma família; minha família de verdade.
Mas como se faz isso se vc perde a referência do que é família?


Dói, muito.

ACL

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Enfim, feliz!

Sabe quando vc tá tão feliz que dá até um frio na barriga? Pois é... Há muito... puxa, muuito tempo que eu não sentia isso!

Lembro quando eu comecei a me envolver com o Raphael e tava nas nuvens. Carinhoso, delicado, atencioso. Era um pouco estranho; dentro dessa maneira carinhosa de ser, era um pouco frio, se é que isso não parece estranho. Gostava dele assim, desse modo particular. Me fazia aprender a ir atrás do carinho de alguém e não estar sempre recebendo, sendo mimada como eu era antes pelo Paulo. O problema foi quando essa estranheza dele começou a tomar proporções maiores e isso passou a me incomodar. Claro que sou consciente que, apesar disso, se não fosse ele chegar no meu limite, gritar comigo algums vezes e praticamente se afastar por semanas, talvez eu continuasse dando murro em ponta de faca. Enfim, um aprendizado e tanto e um passo a mais pra chegar onde estou hoje.
Acho que o que de melhor o Rapha me proporcionou além, claro, de alguns bons momentos, foi dar um passo para deixar o Paulo sair da minha vida, da minha cabeça, das minhas recordações. Tudo bem que quando ele próprio não fazia mais parte da minha rotina, o Paulo passou a povoar novamente minhas lembranças de uma maneira triste. Aliás, isso estava novamente se tornando preocupante, pouco antes de tudo mudar. O que se pode notar pela carta que eu escrevi.
Enfim. Quando o Jefferson apareceu eu não queria acreditar. Como, meu Deus, depois de tanto sofrimento viria uma maré tão grande de felicidade? Como apareceria de forma tão inesperada alguém que era tão próximo do que eu realmente esperava em um homem?
O que faltava no Raphael, alguns defeitos do Paulo, o que eu achava meio estranho no Giorgio .... céus, to me beliscando pra ver de isso é verdade.
Tudo começou com uma despretensiosa caixa de chocolates. É bem verdade que, na hora que estava esperando ele, meu coração já estava a mil. Quando chegou, de cara gostei dele. O restante foi somente consequencia.
Pra mim, acostumada a todo um 'processo' longo de relacionamento com alguém, essa velocidade com que as coisas acontecem me assustam um pouco, pra dizer a verdade. Mas não é um susto que me afasta mas sim que me faz ficar ainda mais fascinada, de modo que eu queira descobrir mais.
Eu imaginava que depois de tanta coisa eu me apaixonaria perdidamente por alguém. Quase aconteceu, mas os 'alvos' foram errados. Mas o que posso dizer é que ter me apaixonado por alguém tão desconhecido, sem ter a menor intenção foi um grande presente. Posso dizer que tudo foi bem diferente do que imaginei ainda que da maneira como eu realmente gostaria.
Sei que estou apaixonada, perdidamente. Sinto uma mistura de paixão, aquela coisa que é repentina, quente, avassaladora com amor, calmo, sereno, tranquilo, que te deixa planejar.
Meu coração bate forte de pensar nele.
Vou dizer, acordar com "você é especial" no ouvido é melhor do que eu poderia imaginar!

Obrigada, Deus. Sempre soube que podia e deveria entregar a ti meu destino e meu coração pois, na hora certa, o senhor o colocaria no seu devido lugar, com a pessoa certa.
Sigo cada dia mais com minha fé de que Deus sempre sabe o que faz e tudo é, certamente, o melhor para nós.

Paulo, obrigada por ter sido tão incrível pra mim durante todos os anos em que convivemos. Vc me ensinou muito e pude viver ao seu lado momentos lindos e inesquecíveis da minha vida. A mágoa estou deixando pra trás, tudo de ruim que senti por vc algum momento. Desejo que seja feliz, realmente feliz. Desejo que encontre uma mulher incrível, que possa ser sua princesa. Vc é uma das melhores pessoas que encontrei na vida e nunca poderia desejar menos do que o melhor pra ti. Hoje eu me despeço da minha dor e te coloco nas minhas mais doces lembranças, aquelas que vem à minha memória com sorrisos e não com lágrimas. Definitivamente, meu coração encontrou sua direção. Se será esse o caminho do 'para sempre' ainda não sei; o futuro a Deus pertence. De qualquer modo, a felicidade toma conta de mim e o amor que sinto me faz acreditar que encontrei alguém para amar pra sempre sim. E, principalmente, alguém que quer me amar com tudo que sou, do jeito que sou. Espero que nossas diferenças um dia sumam em meio ao tempo e possamos ser bons amigos. Suas palavras sempre foram reconfortantes e muitos dos seus conselhos, sábios e certeiros. Um amigo como vc é um bem precioso e espero que as pessoas também possam reconhecer isso. Não digo que espero que possamos rir de tudo isso um dia pq realmente não acho que toda a nossa dor e sofrimento será motivo de risadas um dia, passe o tempo que passar. Mas espero que o tempo amenize e tudo possa se tornar apenas uma vírgula no nosso relacionamento.
Achei minha felicidade que estava perdida. Pensei que ela estava somente em vc e vi que não. Além de não estar somente em um homem, ela está também, e muito, dentro de mim. Agora tudo isso é uma coisa só e meu coração está em paz e voltando a amar.

"Mas é claro que o Sol vai voltar amanhã, mais uma vez, eu sei"

ACL