Na semana passada, falei que não queria comentar sobre meus pais, sobre a CNH.
Mas eu não consegui manter minha alegria por muito tempo e voltei, sim, pra afogar minhas mágoas.
É querer muito que MEUS PAIS não fossem rancorosos comigo? Meu pai eu discordo, apesar de ainda entender pq brigamos. Agora, minha mãe???? O que foi que eu fiz com ela? Nada!!!!!
Eu esperei tanto tempo por essa vitória, fiquei tão feliz. A primeira pessoa pra quem pensei em ligar foi pra minha mãe e qdo falo com ela, ela é seca. Pra variar, ela faz mais festa com a conquista alheia do que com a minha. E quando eu chego em casa, não se importa em perguntar nada, se interessar como foi nada. Meu pai, só respondeu com um desanimado: que bom.
Conversei com o Giu esses dias sobre comprar o carro. Ele me emprestaria o dinheiro e eu pagaria aos poucos. Eu posso não ter ponderado muitas coisas direito e, na empolgação, não pesei outros aspectos. Mas comecei falando justo com a pessoa errada. Peguei minha mãe sentada no sofá e fui contar. Até achei que ela pudesse não concordar, mas não achei que seria agressiva e negativa como foi. "Vc não tem nem estágio ou emprego", "vc não sabe quando conseguirá pagá-lo", "vc não sabe dirigir", "comprar um carro pra deixar parado, pra quê?", "esquece isso que esse não é o momento". No fundo, TENHO CERTEZA que ela queria dizer algo como "vc nem sabe se vai ficar com ele". Ela não disse pq sabe que eu ficaria chateada mas conheço a mãe que tenho e ela certamente pensou isso.
Ela me disse em várias ocasiões que dentro de casa é o lugar onde se encontra apoio, carinho, força, encorajamento e todas essas coisas. Que ninguém mais do que eles dois torcem por mim e lutam para que eu consiga minhas coisas. Sei lá... não acho que seja bem assim. Ou eu estou vendo alguma (ou muitas) coisa distorcida.
A minha carteira de motorista era pra ser uma alegria que perduraria por muito tempo.
Infelizmente, eles acabaram com parte dela em 3 dias.
ACL
sábado, 24 de janeiro de 2015
quarta-feira, 21 de janeiro de 2015
Consegui... e a ficha ainda não caiu!
Nossa, nem acredito! Minha CNH saiu!
Quanta luta. Sinceramente, achei que ela não sairia mais. Já tinha desistido quando resolvi dar a última cartada e fazer as aulas e prova lá pra Maricá. Confesso, quando vi o circuito de Itaboraí, queria poder desistir mas já estava pago e eu devia isso ao Giu, ao menos.
Fui lá. Meu abençoado instrutor falou algo no dia que ficou na minha cabeça: tenha fé e bom ânimo. Outra foi uma imagem que era engraçadinha, que dizia : ainda que eu ande pelo vale das sombras, não temerei mal algum. Era uma imagem engraçada, fazendo analogia ao versículo da Bíblia. Mas me agarrei a essas palavras e, na hora em que sentei naquele banco, fui tomada por uma certeza cada minuto maior de que eu sairia dali vencedora.
Passei a ser uma pessoa com mais fé com o Leonardo. Cada vez que eu "falava" mais com Deus ou ia à igreja com ele, percebia que as coisas na minha vida caminhavam melhor. Pode até ser coincidência mas prefiro seguir acreditando na Sua força. Poucas vezes rezei tanto, pedi tanto e, com a graça divina, fui atendida. Sei que mereci também mas sozinha talvez não tivesse sido possível.
Aliás, esse é outro ponto. Que meu namorado tem boa vontade, isso é indiscutível mas dessa vez ele se superou. Era tanta alegria que foi até difícil acreditar.
Nada é perfeito e, infelizmente, apenas cheguei em casa e coisas chatas com meus pais deram início. Mas hoje não quero falar sobre. Hoje é dia de alegria!
2015, vc já começou maravilhoso e, certamente, será ainda mais!
Quanta luta. Sinceramente, achei que ela não sairia mais. Já tinha desistido quando resolvi dar a última cartada e fazer as aulas e prova lá pra Maricá. Confesso, quando vi o circuito de Itaboraí, queria poder desistir mas já estava pago e eu devia isso ao Giu, ao menos.
Fui lá. Meu abençoado instrutor falou algo no dia que ficou na minha cabeça: tenha fé e bom ânimo. Outra foi uma imagem que era engraçadinha, que dizia : ainda que eu ande pelo vale das sombras, não temerei mal algum. Era uma imagem engraçada, fazendo analogia ao versículo da Bíblia. Mas me agarrei a essas palavras e, na hora em que sentei naquele banco, fui tomada por uma certeza cada minuto maior de que eu sairia dali vencedora.
Passei a ser uma pessoa com mais fé com o Leonardo. Cada vez que eu "falava" mais com Deus ou ia à igreja com ele, percebia que as coisas na minha vida caminhavam melhor. Pode até ser coincidência mas prefiro seguir acreditando na Sua força. Poucas vezes rezei tanto, pedi tanto e, com a graça divina, fui atendida. Sei que mereci também mas sozinha talvez não tivesse sido possível.
Aliás, esse é outro ponto. Que meu namorado tem boa vontade, isso é indiscutível mas dessa vez ele se superou. Era tanta alegria que foi até difícil acreditar.
Nada é perfeito e, infelizmente, apenas cheguei em casa e coisas chatas com meus pais deram início. Mas hoje não quero falar sobre. Hoje é dia de alegria!
2015, vc já começou maravilhoso e, certamente, será ainda mais!
segunda-feira, 12 de janeiro de 2015
Sobre medo
Na viagem de volta de Tiradentes, pensei sobre tantas coisas que queria escrever aqui. O começo de ano que está sendo ótimo, as coisas no Giu que ainda me incomodam, minhas expectativas pra 2015, meu receio de (mais uma vez) começar o ano trabalhando pouco e etc.
Mas o celular do Giu não está funcionando direito, ele estava bem cansado da viagem de volta e ainda não deu sinal de vida. Minha ansiedade me faz ficar nervosa e sei que se ele não der notícias, não vou dormir direito.
Preciso de muito mais indícios para realmente ter medo e ficar preocupada. É muito plausível que ele tenha chegado cansado, tomado um banho rápido e caído na cama, afinal amanhã ele trabalha. Pode estar conversando com a mãe ou mesmo arrumando algumas coisas.
Mas o medo que eu sinto chega a apertar meu peito. Me faz chorar. Nada aconteceu mas uma mínima, ínfima possibilidade me desestabiliza.
Eu já perdi um amor uma vez e não sei como seria suportar perder outra.
Deus não faria uma coisa dessas comigo.
ACL
Mas o celular do Giu não está funcionando direito, ele estava bem cansado da viagem de volta e ainda não deu sinal de vida. Minha ansiedade me faz ficar nervosa e sei que se ele não der notícias, não vou dormir direito.
Preciso de muito mais indícios para realmente ter medo e ficar preocupada. É muito plausível que ele tenha chegado cansado, tomado um banho rápido e caído na cama, afinal amanhã ele trabalha. Pode estar conversando com a mãe ou mesmo arrumando algumas coisas.
Mas o medo que eu sinto chega a apertar meu peito. Me faz chorar. Nada aconteceu mas uma mínima, ínfima possibilidade me desestabiliza.
Eu já perdi um amor uma vez e não sei como seria suportar perder outra.
Deus não faria uma coisa dessas comigo.
ACL
sábado, 20 de dezembro de 2014
Quando a paciência acaba, às vésperas do Natal
Me esforço pra ajudar, principalmente aqueles que estão mais próximos de mim. Ainda mais meus pais e irmão.
Me magoa muito quando eles não dão valor, não reconhecem ou só ignoram mesmo.
Minha mãe sempre reclamou que o problema do Natal (desde que passou a ser aqui em casa o dia 24) era a casa não comportar direito as pessoas e o calor que atrapalhava tudo. Daí que esse ano houve um esforço enorme meu e do meu pai para arruarmos tudo.
Ele comprou e colocou um ar condicionado na sala, colocou porta na cozinha, eu comprei uma televisão maior e melhor para a sala, ele refez a fiação para não ficar nada aparente, do jeito que ela queria. Ela comprou uma mesa que sempre quis, de 6 lugares e a sala ficou uma graça. Eu adorei e fiquei muito feliz. Pra mim, estava tudo resolvido para o nosso Natal. Mas aqui em casa, as surpresas nunca acabam, principalmente as negativas.
Marcamos há tempos de encontrarmos com a Patrícia e a Magna, para nos revermos. Quando a ideia da árvore da Lagoa deu errado, pensei com a Patrícia e resolvemos ir no mexicano. Pra mim, a ideia era perfeita. Quando contei de lá, ela ficou muito animada, mas sabia que sem um pretexto muito bom, ela jamais iria. Era a situação ideal e ela ficou muito contente quando falei que seria lá.
Não tinha nada de errado. Até hoje.
Não sei, sinceramente, o que aconteceu. Eu me aborreci com ela mas não foi nada demais. Ela está com dores, como anda ultimamente. Limpou a casa demais, sem necessidade e ficou pior. Não tomou remédio antes de dormir. Quando levantou, disse que não iria mais. A pergunta que fica pra mim é: Por quê?
Me magoa. Eu poderia fazer esse encontro outro dia mas escolhi o melhor pra ela. Escolhi o lugar que sei que ela queria ir. Ainda sim, pensei que poderíamos nos encontrar, sem minha mãe. Mas a Patrícia desmarcou e sinceramente nem sei o pq.
Talvez eu seja sentimental demais. Só sei que estou MUITO triste.
E eu estava tão animada para o Natal. É a melhor época do ano para mim, a mais alegre. Achei que seria o melhor Natal na minha casa e estava ansiosa para enfeitar tudo. Acabou. Acabaram com meu Natal.
Não é justo...
ACL
Me magoa muito quando eles não dão valor, não reconhecem ou só ignoram mesmo.
Minha mãe sempre reclamou que o problema do Natal (desde que passou a ser aqui em casa o dia 24) era a casa não comportar direito as pessoas e o calor que atrapalhava tudo. Daí que esse ano houve um esforço enorme meu e do meu pai para arruarmos tudo.
Ele comprou e colocou um ar condicionado na sala, colocou porta na cozinha, eu comprei uma televisão maior e melhor para a sala, ele refez a fiação para não ficar nada aparente, do jeito que ela queria. Ela comprou uma mesa que sempre quis, de 6 lugares e a sala ficou uma graça. Eu adorei e fiquei muito feliz. Pra mim, estava tudo resolvido para o nosso Natal. Mas aqui em casa, as surpresas nunca acabam, principalmente as negativas.
Marcamos há tempos de encontrarmos com a Patrícia e a Magna, para nos revermos. Quando a ideia da árvore da Lagoa deu errado, pensei com a Patrícia e resolvemos ir no mexicano. Pra mim, a ideia era perfeita. Quando contei de lá, ela ficou muito animada, mas sabia que sem um pretexto muito bom, ela jamais iria. Era a situação ideal e ela ficou muito contente quando falei que seria lá.
Não tinha nada de errado. Até hoje.
Não sei, sinceramente, o que aconteceu. Eu me aborreci com ela mas não foi nada demais. Ela está com dores, como anda ultimamente. Limpou a casa demais, sem necessidade e ficou pior. Não tomou remédio antes de dormir. Quando levantou, disse que não iria mais. A pergunta que fica pra mim é: Por quê?
Me magoa. Eu poderia fazer esse encontro outro dia mas escolhi o melhor pra ela. Escolhi o lugar que sei que ela queria ir. Ainda sim, pensei que poderíamos nos encontrar, sem minha mãe. Mas a Patrícia desmarcou e sinceramente nem sei o pq.
Talvez eu seja sentimental demais. Só sei que estou MUITO triste.
E eu estava tão animada para o Natal. É a melhor época do ano para mim, a mais alegre. Achei que seria o melhor Natal na minha casa e estava ansiosa para enfeitar tudo. Acabou. Acabaram com meu Natal.
Não é justo...
ACL
sábado, 22 de novembro de 2014
Um medo real?
Pela primeira vez desde que estou com o Giu sinto um medo real. Estou atrasada para sair com ele mas preciso desabafar.
Hoje passei a manhã na rua com minha mãe e conversamos sobre várias coisas. Contei sobre ele coisas triviais, da sua infância, do que penso sobre seus pais e etc. Minha mãe, um tempo depois, qdo voltamos a falar sobre ele, me disse algo que eu ainda não tinha pensado mas que faz extremo sentido.
Pq a mãe dele não me convida para ir na sua casa? Pq não faz questão de estar conosco? Eles não saem tanto assim, que justifique. Nenhum de nós dois se oporia, pelo contrario; das vezes que saímos com eles o Giu adorou pois era uma chance de estar perto de todos que ele ama.
Minha mãe falou algo sensatíssimo: talvez ela ache que eu não sou para ele. Sim, eu sou inteligente, bonita, simpática, esforçada e etc, etc, etc. Mas eu não tenho sapatos de valor (uso CeA e mtos denunciam sua simplicidade), nenhuma roupa boa de verdade, bolsas de grife tb não. Tenho graves dificuldades para me portar à mesa e não sei mto bem lidar com todos aqueles talheres; pior: não sei cortar segurando a faca com a mão direita. Não imagino para que são todas aquelas taças e não sei beber delicadamente, nem mesmo um suco. Não tenho hábitos delicados nem trejeitos. Como bastante, não sou magra. Rio alto e sou espalhafatosa. Sou até um pouco vulgar na minha intimidade com as pessoas, no meu jeito de andar e, sem querer, de chamar a atenção de alguns homens. Não moro bem e nunca frequentei bons lugares na minha vida. Nunca viajei para fora do país. Na verdade, saí poucas vezes do Rio e só para conhecer parentes. Não falo inglês. Não tenho jóias. Meus pais não tem curso superior e não tem empregos bem remunerados ou de um alto convívio social. Não sei dirijir. Minha família não tem nada de valor para dar pra mim e ninguém pode arcar com custos de uma festa de casamento ou ajudar a comprar um apartamento. Sequer tenho uma mesa de jantar na minha casa. Sou curiosa demais. Não tenho um emprego estável e nem nunca tive, mesmo com 28 anos.
Talvez ela pense que não tenho nada de valor para oferecer ao filho dela. Tvz ele só esteja comigo pq sou bonitinha, divertida e outras coisas. Isso não significa que eu seja para casar. Homens não tem problema em casar tarde e se ele terminar comigo daqui um tempo, ainda terá idade suficiente para conhecer outra pessoa de um nível melhor e se casar com ela. Duvido que ela diga para suas amigas que faz gosto que nós fiquemos juntos. Veja, eu posto fotos muito expostas minhas no facebook. Sou infantil nas minhas declarações repetidas para ele.
Quem eu penso que sou?
O filho querido e tão bem educado, com excelentes perspectivas de vida. Eu sou só uma professora, sem emprego fixo, tentando fazer outra coisa da vida, que anda de ônibus apertado e suada, querendo subir na vida.
Talvez aquela ex namorada, filha de almirante, fosse uma melhor chance mesmo.... veja, ela já casou. Aquela daria gosto.... militar, bem nascida e criada.
Eu não sou nada disso e nem tenho mais como ser. Será que eu sirvo?
ACL
Hoje passei a manhã na rua com minha mãe e conversamos sobre várias coisas. Contei sobre ele coisas triviais, da sua infância, do que penso sobre seus pais e etc. Minha mãe, um tempo depois, qdo voltamos a falar sobre ele, me disse algo que eu ainda não tinha pensado mas que faz extremo sentido.
Pq a mãe dele não me convida para ir na sua casa? Pq não faz questão de estar conosco? Eles não saem tanto assim, que justifique. Nenhum de nós dois se oporia, pelo contrario; das vezes que saímos com eles o Giu adorou pois era uma chance de estar perto de todos que ele ama.
Minha mãe falou algo sensatíssimo: talvez ela ache que eu não sou para ele. Sim, eu sou inteligente, bonita, simpática, esforçada e etc, etc, etc. Mas eu não tenho sapatos de valor (uso CeA e mtos denunciam sua simplicidade), nenhuma roupa boa de verdade, bolsas de grife tb não. Tenho graves dificuldades para me portar à mesa e não sei mto bem lidar com todos aqueles talheres; pior: não sei cortar segurando a faca com a mão direita. Não imagino para que são todas aquelas taças e não sei beber delicadamente, nem mesmo um suco. Não tenho hábitos delicados nem trejeitos. Como bastante, não sou magra. Rio alto e sou espalhafatosa. Sou até um pouco vulgar na minha intimidade com as pessoas, no meu jeito de andar e, sem querer, de chamar a atenção de alguns homens. Não moro bem e nunca frequentei bons lugares na minha vida. Nunca viajei para fora do país. Na verdade, saí poucas vezes do Rio e só para conhecer parentes. Não falo inglês. Não tenho jóias. Meus pais não tem curso superior e não tem empregos bem remunerados ou de um alto convívio social. Não sei dirijir. Minha família não tem nada de valor para dar pra mim e ninguém pode arcar com custos de uma festa de casamento ou ajudar a comprar um apartamento. Sequer tenho uma mesa de jantar na minha casa. Sou curiosa demais. Não tenho um emprego estável e nem nunca tive, mesmo com 28 anos.
Talvez ela pense que não tenho nada de valor para oferecer ao filho dela. Tvz ele só esteja comigo pq sou bonitinha, divertida e outras coisas. Isso não significa que eu seja para casar. Homens não tem problema em casar tarde e se ele terminar comigo daqui um tempo, ainda terá idade suficiente para conhecer outra pessoa de um nível melhor e se casar com ela. Duvido que ela diga para suas amigas que faz gosto que nós fiquemos juntos. Veja, eu posto fotos muito expostas minhas no facebook. Sou infantil nas minhas declarações repetidas para ele.
Quem eu penso que sou?
O filho querido e tão bem educado, com excelentes perspectivas de vida. Eu sou só uma professora, sem emprego fixo, tentando fazer outra coisa da vida, que anda de ônibus apertado e suada, querendo subir na vida.
Talvez aquela ex namorada, filha de almirante, fosse uma melhor chance mesmo.... veja, ela já casou. Aquela daria gosto.... militar, bem nascida e criada.
Eu não sou nada disso e nem tenho mais como ser. Será que eu sirvo?
ACL
segunda-feira, 10 de novembro de 2014
Quando vc descobre que pode ser muito ruim
Poucas vezes tenho pesadelos, graças a Deus. Na maioria, eles costumam ser de coisas corriqueiras, tipo assalto ou alguém fazendo alguma coisa diretamente à mim.
Não me lembro de ter sonhado com algo que me fez sofrer tanto quando acordei. Dentro das minhas recordações, hoje foi o pior dia. E, por algum motivo, lembro de todo o final do sonho, que foi exatamente a pior parte.
Não sei mais como começou. Quando acordei, já não sabia mais.
Só sei a dor que ficou quando abri os olhos e ainda foi difícil me desvincular da realidade.
Agora que começa a passar.
Do ponto que me lembro, não sei mais se eu sabia ou ele me contava que estava doente. Não sei o que era (não sabia nem no sonho). Há um salto e minhas lembranças chegam no momento em que descubro que ele morreu. Meu pior pesadelo acontece. Eu que tantas vezes me emocionei quando pensava que a Vivian perdeu o Diego, senti isso de modo muito real. Ele estava em casa mas não a casa dos pais dele e não sei que lugar era aquele mas não questionei em momento algum. Não houve enterro, não vi seu corpo.
Vi que ele morreu dormindo, como se tivesse entrado em coma.
Depois disso, como no "Ps: Eu te amo", começo a receber inúmeras mensagens dele. Um vídeo, acho um caderno que ele fez umas últimas anotações, sem grandes pretensões, e outras mensagens. Quase morro de tanto chorar a cada uma.
Dou um novo salto e vou parar na Puc. Em algum espaço que (juntando com a realidade), não sei se existe e não me lembro de ter passado em local parecido. Estou apertada para fazer xixi e encontro com algumas meninas em uma sala (?!). Elas começam a rir de mim, pq fiz xixi fora do copo (???) e explodo. Digo que meu namorado morreu e uma delas continua rindo. Depois de alguns minutos vejo que elas estão perplexas e saio.
Chego a um hall que tem muitas escadas, que dão para lugares diferentes. Eu já tenho um pacote nas mãos. Falo com um homem que preciso usar o banheiro e desço uma escada.
Dá um salto e chego na casa dos pais dele (mto diferente da realidade) mas eles não estão. Estou pegando uma roupa minha (?) numa gaveta e saindo do banho, não sei para ir para onde.
O tempo todo eu sinto dor. Uma dor real, que ainda estou sentindo. A dor da perda.
Meus pensamentos giram em torno de: não é possível; agora que eu encontrei meu grande amor, vou perdê-lo?; não pode ser real; pq vc fez isso comigo?; pq eu não passei os últimos dias com ele mas sim me preocupando em estudar e trabalhar?; minha felicidade acabou!; preciso ligar para a Vivian; eu demorei tanto para encontrá-lo, meu Deus... pq?
E então meu despertador tocou e eu acordei, com o coração doendo (como ainda está), querendo chorar muito, mesmo sabendo que nada daquilo era realidade.
Eu sonhei meu pior pesadelo real.
Deus nos livre e guarde.
ACL
Não me lembro de ter sonhado com algo que me fez sofrer tanto quando acordei. Dentro das minhas recordações, hoje foi o pior dia. E, por algum motivo, lembro de todo o final do sonho, que foi exatamente a pior parte.
Não sei mais como começou. Quando acordei, já não sabia mais.
Só sei a dor que ficou quando abri os olhos e ainda foi difícil me desvincular da realidade.
Agora que começa a passar.
Do ponto que me lembro, não sei mais se eu sabia ou ele me contava que estava doente. Não sei o que era (não sabia nem no sonho). Há um salto e minhas lembranças chegam no momento em que descubro que ele morreu. Meu pior pesadelo acontece. Eu que tantas vezes me emocionei quando pensava que a Vivian perdeu o Diego, senti isso de modo muito real. Ele estava em casa mas não a casa dos pais dele e não sei que lugar era aquele mas não questionei em momento algum. Não houve enterro, não vi seu corpo.
Vi que ele morreu dormindo, como se tivesse entrado em coma.
Depois disso, como no "Ps: Eu te amo", começo a receber inúmeras mensagens dele. Um vídeo, acho um caderno que ele fez umas últimas anotações, sem grandes pretensões, e outras mensagens. Quase morro de tanto chorar a cada uma.
Dou um novo salto e vou parar na Puc. Em algum espaço que (juntando com a realidade), não sei se existe e não me lembro de ter passado em local parecido. Estou apertada para fazer xixi e encontro com algumas meninas em uma sala (?!). Elas começam a rir de mim, pq fiz xixi fora do copo (???) e explodo. Digo que meu namorado morreu e uma delas continua rindo. Depois de alguns minutos vejo que elas estão perplexas e saio.
Chego a um hall que tem muitas escadas, que dão para lugares diferentes. Eu já tenho um pacote nas mãos. Falo com um homem que preciso usar o banheiro e desço uma escada.
Dá um salto e chego na casa dos pais dele (mto diferente da realidade) mas eles não estão. Estou pegando uma roupa minha (?) numa gaveta e saindo do banho, não sei para ir para onde.
O tempo todo eu sinto dor. Uma dor real, que ainda estou sentindo. A dor da perda.
Meus pensamentos giram em torno de: não é possível; agora que eu encontrei meu grande amor, vou perdê-lo?; não pode ser real; pq vc fez isso comigo?; pq eu não passei os últimos dias com ele mas sim me preocupando em estudar e trabalhar?; minha felicidade acabou!; preciso ligar para a Vivian; eu demorei tanto para encontrá-lo, meu Deus... pq?
E então meu despertador tocou e eu acordei, com o coração doendo (como ainda está), querendo chorar muito, mesmo sabendo que nada daquilo era realidade.
Eu sonhei meu pior pesadelo real.
Deus nos livre e guarde.
ACL
quarta-feira, 22 de outubro de 2014
Da série: pq cmg?
Tem dias, tem momentos que parece que vamos enlouquecer. Hoje, sem medo de parecer exagerada, foi um desses dias.
Sim, eu não ando um poço de paciência mas procurei começar a semana de cabeça mais erguida, me esforçando para melhorar e fazer desses dias tranquilos e de paz.
Hoje era só um dia normal. Academia cedo, volta pra casa, vai pra faculdade e de noite, aula ou casa.
Só que deu errado no meio do caminho... era uma briga, era um desentendimento e não precisava ter terminado do jeito que terminou.
Sabe... tenho mtas coisas e agradeço à Deus por todas elas mas acho que me peguntarei por toda a minha vida: pq eu não tenho uma família? Tenho pai, mãe e um irmão mas nós, na realidade, não formamos uma família. Nunca existiu esse sentimento de união, de afeto comum. Aqui sempre foi cada um por si. Via tantas famílias de amiguinhas legais e, quando olhava pra minha, não via nada daquilo.
Amo meus pais mas aqui em casa não teve essa de amor desmedido. Atenção, também não. Minha mãe não trabalhava mas tb não brincava comigo e meu pai, aquele que só está em casa fds e dá aquela atenção padrão. Meu irmão... bem, são 9 anos entre nós.
Nunca houve passeios em família, viagem, almoço ou jantar. Nem lanche. Conto nos dedos de uma mão quantas vezes fizemos algo juntos, os 4. Isso sempre fez falta na minha vida e parece que cada vez mais, ao invés de amenizar.
Parece drama mas... sou uma pessoa que se esforça pra ser legal, carinhosa e atenciosa com os outros. Sou educada, simpática e esforçada na medida do possível, ainda que eu saiba que poderia ser mais. Não sou a melhor filha do mundo mas também estou longe de ser a pior. Faço tudo que posso por eles; qualquer coisa que me peçam é mais importante do que o que quer que eu tenha pra fazer. Faço por amor e sou incapaz de deixar de fazer.
Acho que por algum karma que carrego de outra vida, to aqui pra não receber isso de volta. Não que ninguém faça nada por mim mas, definitivamente, a recíproca não é verdadeira.
Infelizmente, tenho um grande defeito que é ser rancorosa, algo que herdei da minha mãe e com o qual luto constantemente. Meu pai hoje passou dos limites. Não é a primeira vez que ele me magoa de maneira singular mas ele está conseguindo se superar.
Não sou delicada e confesso que nem sempre sou a filha mais respeitosa do mundo. Admito, falei um pouco mais do que devia, de um modo que não devia. Mas daí a jogar na minha cara o que ele faz por mim? E o que eu fiz por ele durante todos os anos de Aquarela? Eu não tive férias, eu não trabalhei e ganhei dinheiro, eu acordei cedo tantos dias em que não tinha aula, eu aguentei os ataques dele, os problemas e tudo o mais. Fiz por amor à ele e ao negócio, que eu tinha o sonho de dar certo e poder herdar.
Eu disse que ele não tinha moral para me dizer como me comportar e continuo achando que não tem mesmo. Quando ele vê que não pode "vencer" uma discussão, quando ele explode, sai da frente. Só que eu tava na frente. Aliás, eu e um liquidificador, que ele quebrou sem a menor preocupação se me machucaria ou não. Sem se preocupar que eu tinha aula, que eu teria que limpar tudo depois. Sem se olhar pra nada além de para ele mesmo. Meu pai, alguém que eu amo tanto, quase me machuca, me atrapalha e me diz que se as coisas não estão boas, eu posso sair pq a porta está aberta.
Dizem que palavras doem mais do que ações mas hoje foi um dia em que uma ação foi superior. Aquele liquidificador quebrado foi um mar de palavras não ditas que me cortaram o coração. Infelizmente, cortaram de maneira irreparável.
Quando cheguei em casa, minha pasta de contas do INSS estava na minha mesa. Eu não sei bem como cuidar disso, sou enrolada e meu tempo é meio apertado, por isso ele resolvia pra mim. Essa gesto significa um: te vira.
Doeu, muito. Tá doendo de um modo como poucas vezes senti dor. Sem sombra de dúvidas, foi das piores dores e dos piores dias da minha vida.
Agora é tocar pra frente... como eu sigo acreditando, vai melhorar, tem que melhorar. Não há tristeza que dure pra sempre, nem momentos ruins. Só me resta ter paciência e pedir MUITA força pra Deus.
ACL
Sim, eu não ando um poço de paciência mas procurei começar a semana de cabeça mais erguida, me esforçando para melhorar e fazer desses dias tranquilos e de paz.
Hoje era só um dia normal. Academia cedo, volta pra casa, vai pra faculdade e de noite, aula ou casa.
Só que deu errado no meio do caminho... era uma briga, era um desentendimento e não precisava ter terminado do jeito que terminou.
Sabe... tenho mtas coisas e agradeço à Deus por todas elas mas acho que me peguntarei por toda a minha vida: pq eu não tenho uma família? Tenho pai, mãe e um irmão mas nós, na realidade, não formamos uma família. Nunca existiu esse sentimento de união, de afeto comum. Aqui sempre foi cada um por si. Via tantas famílias de amiguinhas legais e, quando olhava pra minha, não via nada daquilo.
Amo meus pais mas aqui em casa não teve essa de amor desmedido. Atenção, também não. Minha mãe não trabalhava mas tb não brincava comigo e meu pai, aquele que só está em casa fds e dá aquela atenção padrão. Meu irmão... bem, são 9 anos entre nós.
Nunca houve passeios em família, viagem, almoço ou jantar. Nem lanche. Conto nos dedos de uma mão quantas vezes fizemos algo juntos, os 4. Isso sempre fez falta na minha vida e parece que cada vez mais, ao invés de amenizar.
Parece drama mas... sou uma pessoa que se esforça pra ser legal, carinhosa e atenciosa com os outros. Sou educada, simpática e esforçada na medida do possível, ainda que eu saiba que poderia ser mais. Não sou a melhor filha do mundo mas também estou longe de ser a pior. Faço tudo que posso por eles; qualquer coisa que me peçam é mais importante do que o que quer que eu tenha pra fazer. Faço por amor e sou incapaz de deixar de fazer.
Acho que por algum karma que carrego de outra vida, to aqui pra não receber isso de volta. Não que ninguém faça nada por mim mas, definitivamente, a recíproca não é verdadeira.
Infelizmente, tenho um grande defeito que é ser rancorosa, algo que herdei da minha mãe e com o qual luto constantemente. Meu pai hoje passou dos limites. Não é a primeira vez que ele me magoa de maneira singular mas ele está conseguindo se superar.
Não sou delicada e confesso que nem sempre sou a filha mais respeitosa do mundo. Admito, falei um pouco mais do que devia, de um modo que não devia. Mas daí a jogar na minha cara o que ele faz por mim? E o que eu fiz por ele durante todos os anos de Aquarela? Eu não tive férias, eu não trabalhei e ganhei dinheiro, eu acordei cedo tantos dias em que não tinha aula, eu aguentei os ataques dele, os problemas e tudo o mais. Fiz por amor à ele e ao negócio, que eu tinha o sonho de dar certo e poder herdar.
Eu disse que ele não tinha moral para me dizer como me comportar e continuo achando que não tem mesmo. Quando ele vê que não pode "vencer" uma discussão, quando ele explode, sai da frente. Só que eu tava na frente. Aliás, eu e um liquidificador, que ele quebrou sem a menor preocupação se me machucaria ou não. Sem se preocupar que eu tinha aula, que eu teria que limpar tudo depois. Sem se olhar pra nada além de para ele mesmo. Meu pai, alguém que eu amo tanto, quase me machuca, me atrapalha e me diz que se as coisas não estão boas, eu posso sair pq a porta está aberta.
Dizem que palavras doem mais do que ações mas hoje foi um dia em que uma ação foi superior. Aquele liquidificador quebrado foi um mar de palavras não ditas que me cortaram o coração. Infelizmente, cortaram de maneira irreparável.
Quando cheguei em casa, minha pasta de contas do INSS estava na minha mesa. Eu não sei bem como cuidar disso, sou enrolada e meu tempo é meio apertado, por isso ele resolvia pra mim. Essa gesto significa um: te vira.
Doeu, muito. Tá doendo de um modo como poucas vezes senti dor. Sem sombra de dúvidas, foi das piores dores e dos piores dias da minha vida.
Agora é tocar pra frente... como eu sigo acreditando, vai melhorar, tem que melhorar. Não há tristeza que dure pra sempre, nem momentos ruins. Só me resta ter paciência e pedir MUITA força pra Deus.
ACL
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